sexta-feira, 4 de março de 2022

QUEM A MANDOU MATAR!

 SERÁ QUE VAI APARECER O MANDANTE DA MORTE DA VEREADORA?

Acusado de assassinar Marielle, Ronnie Lessa ameaça Bolsonaro

Encarcerado em um presídio federal de segurança máxima desde 2020, o ex-PM sinalizou seu descontentamento com o abandono na prisão

www.brasil247.com - Ronnie Lessa e Bolsonaro
Ronnie Lessa e Bolsonaro (Foto: Reprodução/Youtube | Anderson Riedel/PR)
 

247 - O ex-policial militar Ronnie Lessa, que está preso sob a acusação ser o assassino da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes em 2018, no Rio de Janeiro, relembrou em uma entrevista à revista Veja, que começa a circular nesta sexta-feira (4), de uma breve relação que teve com Jair Bolsonaro (PL) em 2009, no que pode ser interpretado como um recado ao clã Bolsonaro pelo descontentamento com o abandono atrás das grades.

Segundo ele, após perder parte da perna esquerda devido a explosão de uma bomba colocada em seu carro, Jair Bolsonaro - que naquele momento exercia um mandato de deputado federal - interveio para que seu atendimento fosse priorizado pela Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR), no Rio de Janeiro. “No final dessa história eu saio como mal-agradecido. Nunca fui apertar a mão dele”, disse Lessa que está preso Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, desde dezembro de 2020.

“Bolsonaro era patrono da ABBR. Quando soube o que aconteceu, interferiu. Ele gosta de ajudar a polícia porque é quem o botou no poder. Podia ser qualquer outro policial, disse Lessa. Ainda segundo o ex-PM, ele deixou a instituição cerca de duas semanas depois pelo fato da prótese oferecida ser “bem simplesinha” e do seguro que recebeu lhe permitir comprar uma melhor. De acordo com a reportagem, a proximidade do clã Bolsonaro com a ABBR “é pública e notória: entre 2004 e 2018, Bolsonaro destinou ao menos 4,6 milhões de reais em emendas parlamentares para a instituição, sem contar a generosidade dos filhos”.
Lessa disse, ainda, que não possui aproximação com Jair Bolsonaro, apesar de ter sido vizinho dele e do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) no Condomínio Vivendas da Barra, no Rio. “Se vi cinco vezes na vida, foi muito. Um dia cumprimenta, outro não, e mesmo assim só com a mãozinha. E nunca vi os filhos dele”, disse o ex-policial sobre Bolsonaro. Na entrevista, Lessa também destacou que o assassinato de Marielle teria sido intermediado pelo ex-capitão Adriano da Nóbrega, chefe do bando de milicianos e assassinos de aluguel conhecido como Escritório do Crime, que foi morto pela polícia na Bahia em 2020. “Ele estava num patamar em que não entrava mais num carro para dar tiro em ninguém, mas tenho quase certeza de que o grupo dele fez”, afirmou.


MARIELLE
FRANCO
QUEM MANDOU MATAR?

Marielle Franco

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Marielle Franco
Marielle em setembro de 2016.
Vereadora do Rio de Janeiro
Período1º de janeiro de 2017
até 14 de março de 2018
Dados pessoais
Nome completoMarielle Francisco da Silva
Nascimento27 de julho de 1979
Rio de JaneiroRJ
Morte14 de março de 2018 (38 anos)
Rio de JaneiroRJ
Nacionalidadebrasileira
Alma materPontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro[1]
Universidade Federal Fluminense[1]
PartidoPSOL[1]
Profissãosocióloga
Websitemariellefranco.com.br

Marielle Francisco da Silva, conhecida como Marielle Franco[2] (Rio de Janeiro27 de julho de 1979 – Rio de Janeiro14 de março de 2018), foi uma socióloga e política brasileira.[3]

Filiada ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), elegeu-se vereadora do Rio de Janeiro para a Legislatura 2017-2020, durante a eleição municipal de 2016, com a quinta maior votação.[4]

Marielle defendia o feminismo, os direitos humanos, e criticava a intervenção federal no Rio de Janeiro e a Polícia Militar, tendo denunciado vários casos de abuso de autoridade por parte de policiais contra moradores de comunidades carentes.

Em 14 de março de 2018, foi assassinada a tiros junto de seu motorista, Anderson Pedro Mathias Gomes, no EstácioRegião Central do Rio de Janeiro.[5][6]

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