Durante a primeira semana da operação militar especial da Rússia na Ucrânia, Kiril Petkov, primeiro-ministro da Bulgária, declarou que os ucranianos "são europeus", pessoas "inteligentes e educadas", e "não são os refugiados aos que estamos habituados", em referância aos migrantes e deslocados do Oriente Médio e de África.
No início de março, Santiago Abascal, líder do partido Vox, em Espanha, disse que os ucranianos "são sim refugiados de guerra" e "devem ser acolhidos", rejeitando as "invasões" de muçulmanos. Um sentimento semelhante foi proferido por André Ventura, líder do partido Chega em Portugal, que "somos completamente contra gente que vem do Bangladesh, do Nepal, de uma série de outros países que nada têm que ver com esta guerra [...] vêm da Ucrânia, mas [...] são de outros países, não são ucranianos".
Já a Dinamarca, que tem uma política de asilo dura, incluindo a deportação de solicitantes sírios para um país fora da Europa, adotou no final de março com urgência uma legislação especial que concede aos refugiados ucranianos asilo, trabalho, reagrupamento familiar e educação.

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