Provável assassinato de desaparecidos na Amazônia teve método usado pelos militares na guerrilha do Araguaia
"Abriam o ventre dos mortos, retiravam as vísceras e jogavam no rio. Colocavam pesos nos corpos, os ensacavam e jogavam na água", relata Denise Assis

Por Denise Assis, para o 247
No primeiro dia (05/06) do desaparecimento, na Amazônia, do indigenista Bruno Pereira, (41 anos), e do jornalista, Dom Philips, (57 anos), ainda sem que houvesse uma investigação mais aprofundada, Bolsonaro declarou que eles se meteram numa “aventura” e que poderiam ter sido executados.
Não houve perguntas sobre a base para a sua afirmação. Tampouco agora, quando declarou à Rádio CBN de Recife que ambos talvez tenham sido submetidos a "alguma maldade". Bolsonaro demonstra, desde o primeiro minuto, que quer dar ao tema um tom de “normalidade”, quando duas prováveis mortes, e tudo leva a crer, com requintes de tortura, nada têm de normal. A impressão que se tem é que ele sabe mais do que fala.
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