quinta-feira, 14 de julho de 2022

JORNAL NACIONAL

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Jornal Nacional e mídia corporativa foram "suporte relevante" para golpe contra Dilma e eleição de Bolsonaro, mostra estudo

Conclusão é da jornalista e linguista Eliara Santana e consta em estudo acadêmico recém-lançado e no livro "Jornal Nacional: um ator político em cena"

www.brasil247.com - Lula, Dilma Rousseff, William Bonner e Jair Bolsonaro
Lula, Dilma Rousseff, William Bonner e Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução/TV Globo | Ricardo Stuckert | Reprodução/Facebook | Alan Santos/PR)
 

247 - O Jornal Nacional, da TV Globo, e demais emissoras que formam a chamada "mídia corporativa" foram um "suporte relevante" para a consolidação do golpe contra a ex-presidente Dilma Rousseff em 2016 e para a eleição de Jair Bolsonaro (PL) em 2018.

A conclusão é da jornalista e linguista Eliara Santana, que lançou recentemente um estudo acadêmico e um livro sobre o assunto: "Jornal Nacional: um ator político em cena". Os detalhes foram publicados por Mauricio Stycer, no UOL, nesta quinta-feira (14).

Além de ter contribuído para a derrubada de Dilma, o Jornal Nacional e seus similares contribuíram para inserir "o país num quadro de grande polarização social e também de desestruturação política e econômica, estendendo-se ao processo eleitoral de 2018 e posteriormente".

De acordo com Santana, o processo de impeachment contra Dilma teria sido diferente "se não fosse amparado e legitimado pela mídia corporativa", que construiu uma "narrativa" para associar o PT "uma corrupção nunca vista antes", bem como para responsabilizar Dilma por "uma crise econômica sem precedentes".

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