EU, JAIR ALVES CORDEIRO QUERO LHE PEDIR PARA ME AJUDAR NO YOUTUBE CANAL JAIR ALVES CORDEIRO CORDEIRO, POR FAVOR, SE INSCREVA, APERTE O SINO PARA RECEBER OS MEUS VÍDEOS FALANDO SOBRE NOTÍCIAS, SOBRE ESPORTE, SOBRE O NOSSO PENSAMENTO DIÁRIO, NO EDITORIAL E, TAMBÉM, SOBRE RELIGIÃO. FAÇA ISSO, POR FAVOR, ESTES MIL INSCRITOS VOU GUARDAR AQ NO MEU CORAÇÃO!
Exército já usou helicóptero para levar revista Playboy ao general Villas Bôas na selva, mas burocratizou busca de Bruno e Dom
"Exército agiu com descaso e inumanidade em relação aos desaparecimentos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips", diz Miola

Por Jeferson Miola, para o 247
Na vasta e insondável região amazônica, o “fator tempo” é crucial para encontrar-se pessoas desaparecidas; pode significar a diferença entre a vida e a morte. O Exército conhece muito bem a essencialidade do “fator tempo” em ações de salvamento humano na Amazônia.
Apesar disso, porém, o Exército agiu com descaso e inumanidade em relação aos desaparecimentos do indigenista brasileiro Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Philips.
Após ser cobrado a empregar equipamentos, soldados e helicópteros na busca dos dois desaparecidos, o Comando Militar da Amazônia do Exército [CMA] soltou uma nota infame e burocrática.
Nela, se diz “em condições de cumprir missão humanitária de busca e salvamento”. Mas, no entanto, ressalva: “contudo, as ações serão iniciadas mediante acionamento por parte do Escalão Superior”.
Diante da notória e deliberada negligência do governo, três dias após o desparecimento dos dois profissionais a Justiça Federal determinou “à ré União que efetive imediatamente obrigação de fazer no sentido de viabilizar o uso de helicópteros, embarcações e equipes de buscas [para] localizar Bruno Pereira e Dom Phillips”.
O Exército só se mobilizou de fato, portanto, depois que a justiça o obrigou, por meio de ordem judicial concedida ante o pedido da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari formulado em conjunto com a Defensoria Pública e o MPF.
É escandalosamente cínica a alegação do Comando da Amazônia. Para se desmascarar este cinismo institucional, basta se socorrer de ninguém menos que o general Villas Bôas, que fez uma revelação surpreendente no livro “Conversas com o Comandante”, organizado pelo professor Celso Castro [2021].
Para ilustrar com orgulho e rigozijo o espírito da camaradagem corporativa e nada republicana que reina na chamada “família militar”, Villas Bôas relata episódio em que o comandante do 4º Batalhão de Aviação do Exército, subordinado ao CMA, usou um helicóptero do Exército para levar uma revista Playboy a ele, o indefectível Villas Bôas, na selva amazônica.
Nenhum comentário:
Postar um comentário